O autor do livro (Economia Política da Internet) e em específico no capítulo 3 (Para uma análise do desenvolvimento histórico da internet) logo no principio do conteúdo declara que a Internet foi criada com uma ideologia de obter lucros com o passar do tempo, após o desenvolvimento do sistema. No principio a Internet servia como um instrumento tecnológico a serviço da defesa de um determinado sistema político e econômico, no caso sistemas dos Estados Unidos. Neste início da rede os “usuários sofisticados” defendiam atividades não mercantis dentro da rede. Porém a entrada de interesses comerciais na Internet no início dos anos 90 atraiu outros tipos de usuários diferentes daqueles primários.
No texto encontramos o relato de como foi o desenvolvimento da rede (ARPA) Agência de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que começou a operar em 1969, e nessa época tinha o objetivo de se expandir gradualmente e era sustentada com recursos públicos. Nesta fase de criação ou fase experimental da rede são desenvolvidas importantes tecnologias. A Arpanet nasceu em ambiente acadêmico e institucional e os produtos desenvolvidos nesta época tinham caráter de uso totalmente gratuito, com raras cobranças e de valor simbólico.
Em 1979 nascem os grupos de discussão online sobre computadores na rede Usenet criada por universitários norte americanos, não participantes da Arpanet e que foi distribuída também gratuitamente aos seus usuários. Neste período experimental não se pode falar de uma economia da internet. Nesta fase da rede o que impera é o experimentalismo, criação de linguagem e dispositivos do meio.
Nos anos 80 as inovações tecnológicas são de expansão da rede para outros países e encontrar as primeiras aplicações comerciais para ela. Em meio há uma série de acontecimentos em 1989, TIM Berners-Lee começou a desenvolver o projeto World Wide Web que facilitaria a troca de informações e o envio dos mais variados tipos de arquivo, e que viria a ser lançado em 1990. Quando a Internet passa a ser chamada assim a Arpanet deixa de existir. A criação e o registro do sistema de domínios foi determinante para a principal maneira de exploração econômica da Internet no início e meados dos anos 90.
Enquanto a Arpanet se desenvolveu com direito público a Internet se consolida como uma rede com capacidade de se autofinanciar. Embora isto só venha a se confirmar na segunda metade dos anos 90. Na década de 90 que a rede testemunha a expansão mundial, em 1998 já são mais de 30 milhões de usuários. Na segunda metade da década de 90 a rede ganha, a configuração que assume atualmente. A Internet que nasceu como uma rede de proteção estratégica do sistema, agora é uma ferramenta integrada a ele na forma que passa a constituir o mais novo e promissor mercado do planeta. De todas as aplicações da rede as mais evidentes hoje são o comércio eletrônico (e-commerce) e os negócios em rede (e-business).
No ano 2000 houve uma euforia da rede mundial devido aos valores movimentados e o momento comercial que vivia a Internet, no entanto na sequência veio o grande Boom da rede que começou a enfrentar uma crise gigantesca. A partir daí houve uma queda nos investimentos nas empresas “pontocom” o que resultou em menores investimentos e inúmeras demissões. No ano de 2000 começou uma reestruturação do setor que deve continuar por um bom tempo.
A partir de então, tem início a era das alianças e fusões estratégias entre os “grandes da rede”. É dada ênfase ao fator do conteúdo audiovisual, os internautas passam a desempenhar o papel desejado pela indústria, acessando diariamente a rede em busca de informações num meio onde a programação de conteúdo e a propaganda não possuem limites definidos. Os portais de acesso passam a constituir-se em canais de rede, e assim, como os canais de televisão, adotam-se sistemas de assinatura de serviço de acesso para garantir fidelidade.
Nos anos 90 surgem os primeiros serviços de provimento gratuito de acesso à rede, e logo, adotam-se novas tecnologias de acesso em alta velocidade, o que criou um ambiente propício ao desenvolvimento do e-commerce, e gerou uma série de investimentos em infra-estrutura de rede. A publicidade online começa a ganhar peso, juntamente à publicidade offline. O desenvolvimento econômico da rede refletiu no fortalecimento de algumas empresas típicas de internet durante a década de 90, foi o caso dos portais de conteúdo, busca ou acesso à internet (América On-Line – AOL, Yahoo!, Microsoft), sites de comércio eletrônico (Amazon.com, Barnes&Noble, CDNow, eBay), ou outros portais com ou sem fins lucrativos, como jogos e fóruns online. Tempos depois a AT&T , Dell Computer, Excite e SBC Communications unem-se para oferecer acesso de alta velocidade, utilizando a tecnologia ADSL (Asymetric Digital Subscriber Line).
A internet brasileira ainda enfrentou alguns problemas que implicaram no seu crescimento, tais como poder aquisitivo da população, deficiências do sistema de telefonia fixa e nível cultural da população. No início de 2000, houve alguns confrontos visíveis entre StarMedia e UOL, evidenciados em campanhas publicitárias. Mais tarde a chegada da iG, reacendeu a guerra. De outro lado, concretizou-se a fusão da AOL com a Time-Warner, a maior companhia de informação do mundo com a maior empresa de internet do planeta. Outras fusões como esta vieram a se consolidar na mesma época. Entretanto, como diz Bolaños, a fusão AOL/Time Warner é emblemática, pelo que apresenta de paradigmático no que diz respeito ao futuro das grandes companhias de mídia e dos grandes provedores e portais da internet. Logo, vem à tona a crise da internet, no Brasil, apenas o pioneiro iG se sustentou entre os provedores surgidos entre 1999 e 2000, o qual assinara um contrato com a Telemar em 2001, que veio a gerar disputa com a própria ABRANET e um reposicionamento das companhias telefônicas, reacendendo a criação de provedor de acesso gratuito, assim, o usuário poderia optar pelo provedor do mesmo modo que opta por uma companhia telefônica para realizar uma ligação interurbana. O quadro do início dos anos 2000, indicava que as promessas de inclusão por meio do acesso gratuito não se cumpririam, e que o mercado passaria por um novo processo de concentração.
No texto encontramos o relato de como foi o desenvolvimento da rede (ARPA) Agência de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que começou a operar em 1969, e nessa época tinha o objetivo de se expandir gradualmente e era sustentada com recursos públicos. Nesta fase de criação ou fase experimental da rede são desenvolvidas importantes tecnologias. A Arpanet nasceu em ambiente acadêmico e institucional e os produtos desenvolvidos nesta época tinham caráter de uso totalmente gratuito, com raras cobranças e de valor simbólico.
Em 1979 nascem os grupos de discussão online sobre computadores na rede Usenet criada por universitários norte americanos, não participantes da Arpanet e que foi distribuída também gratuitamente aos seus usuários. Neste período experimental não se pode falar de uma economia da internet. Nesta fase da rede o que impera é o experimentalismo, criação de linguagem e dispositivos do meio.
Nos anos 80 as inovações tecnológicas são de expansão da rede para outros países e encontrar as primeiras aplicações comerciais para ela. Em meio há uma série de acontecimentos em 1989, TIM Berners-Lee começou a desenvolver o projeto World Wide Web que facilitaria a troca de informações e o envio dos mais variados tipos de arquivo, e que viria a ser lançado em 1990. Quando a Internet passa a ser chamada assim a Arpanet deixa de existir. A criação e o registro do sistema de domínios foi determinante para a principal maneira de exploração econômica da Internet no início e meados dos anos 90.
Enquanto a Arpanet se desenvolveu com direito público a Internet se consolida como uma rede com capacidade de se autofinanciar. Embora isto só venha a se confirmar na segunda metade dos anos 90. Na década de 90 que a rede testemunha a expansão mundial, em 1998 já são mais de 30 milhões de usuários. Na segunda metade da década de 90 a rede ganha, a configuração que assume atualmente. A Internet que nasceu como uma rede de proteção estratégica do sistema, agora é uma ferramenta integrada a ele na forma que passa a constituir o mais novo e promissor mercado do planeta. De todas as aplicações da rede as mais evidentes hoje são o comércio eletrônico (e-commerce) e os negócios em rede (e-business).
No ano 2000 houve uma euforia da rede mundial devido aos valores movimentados e o momento comercial que vivia a Internet, no entanto na sequência veio o grande Boom da rede que começou a enfrentar uma crise gigantesca. A partir daí houve uma queda nos investimentos nas empresas “pontocom” o que resultou em menores investimentos e inúmeras demissões. No ano de 2000 começou uma reestruturação do setor que deve continuar por um bom tempo.
A partir de então, tem início a era das alianças e fusões estratégias entre os “grandes da rede”. É dada ênfase ao fator do conteúdo audiovisual, os internautas passam a desempenhar o papel desejado pela indústria, acessando diariamente a rede em busca de informações num meio onde a programação de conteúdo e a propaganda não possuem limites definidos. Os portais de acesso passam a constituir-se em canais de rede, e assim, como os canais de televisão, adotam-se sistemas de assinatura de serviço de acesso para garantir fidelidade.
Nos anos 90 surgem os primeiros serviços de provimento gratuito de acesso à rede, e logo, adotam-se novas tecnologias de acesso em alta velocidade, o que criou um ambiente propício ao desenvolvimento do e-commerce, e gerou uma série de investimentos em infra-estrutura de rede. A publicidade online começa a ganhar peso, juntamente à publicidade offline. O desenvolvimento econômico da rede refletiu no fortalecimento de algumas empresas típicas de internet durante a década de 90, foi o caso dos portais de conteúdo, busca ou acesso à internet (América On-Line – AOL, Yahoo!, Microsoft), sites de comércio eletrônico (Amazon.com, Barnes&Noble, CDNow, eBay), ou outros portais com ou sem fins lucrativos, como jogos e fóruns online. Tempos depois a AT&T , Dell Computer, Excite e SBC Communications unem-se para oferecer acesso de alta velocidade, utilizando a tecnologia ADSL (Asymetric Digital Subscriber Line).
A internet brasileira ainda enfrentou alguns problemas que implicaram no seu crescimento, tais como poder aquisitivo da população, deficiências do sistema de telefonia fixa e nível cultural da população. No início de 2000, houve alguns confrontos visíveis entre StarMedia e UOL, evidenciados em campanhas publicitárias. Mais tarde a chegada da iG, reacendeu a guerra. De outro lado, concretizou-se a fusão da AOL com a Time-Warner, a maior companhia de informação do mundo com a maior empresa de internet do planeta. Outras fusões como esta vieram a se consolidar na mesma época. Entretanto, como diz Bolaños, a fusão AOL/Time Warner é emblemática, pelo que apresenta de paradigmático no que diz respeito ao futuro das grandes companhias de mídia e dos grandes provedores e portais da internet. Logo, vem à tona a crise da internet, no Brasil, apenas o pioneiro iG se sustentou entre os provedores surgidos entre 1999 e 2000, o qual assinara um contrato com a Telemar em 2001, que veio a gerar disputa com a própria ABRANET e um reposicionamento das companhias telefônicas, reacendendo a criação de provedor de acesso gratuito, assim, o usuário poderia optar pelo provedor do mesmo modo que opta por uma companhia telefônica para realizar uma ligação interurbana. O quadro do início dos anos 2000, indicava que as promessas de inclusão por meio do acesso gratuito não se cumpririam, e que o mercado passaria por um novo processo de concentração.
Ana Paula Zuccolotto, Fernanda Fruett, Júlio Cesar Souza e Sabrina Rizzi







