Matar um ser humano inocente e indefeso é correto? Interromper o desenvolvimento e o futuro de alguém é justo? Não. O aborto vai contra os princípios éticos e morais. Somos conscientes das exceções criadas pela justiça, que permite a prática em bebês anencéfalos, nos casos de estupro ou quando a gravidez põe em risco a vida da mãe. E concordamos com estas leis. Mas querer matar um filho que, por ser fruto da irresponsabilidade dos pais, não é desejado, porque nascerá em uma família com problemas econômicos ou sociais, ou teve diagnóstico de alguma deficiência, não tem explicação. Como pode ser possível tolerar o aborto sem questionar nossa própria existência?
O aborto é contra a vida.
Embora o nascituro esteja temporariamente dentro do corpo de sua mãe, ele não é parte deste corpo. Numa gestação temos duas vidas e dois corpos.
O Código Penal deixa claro no Parágrafo 4º que tirar a vida de outro ser humano é crime. E as penas para o aborto são citadas nos artigos de 123 a 128 deste mesmo Parágrafo. Ou seja, a lei vale para todas as idades. Será que uma mãe teria coragem de assassinar o filho já nascido, assim como poderia ter feito enquanto ele estava em seu ventre? A situação é a mesma. É um ser humano. É um filho.
Por que não deixar viver? Talvez seja exatamente essa criança que fará algo significativo um dia. Pode-se trazer como exemplo a decisão tomada por uma mulher tuberculosa, e que já havia tido quatro filhos com seu marido, um asmático. O primeiro nasceu cego, o segundo surdo, o terceiro faleceu e o quarto nasceu tuberculoso. Com todos esses fatores, muitas mães teriam abortado o quinto filho, mas ela não. E com isso surgiu Beethoven, um dos músicos mais brilhantes de todos os tempos. Do mesmo modo agiu outra mulher. Esta já havia tido muitos filhos, sendo que dois também haviam morrido, seu marido estava na guerra e a ela não restava muito tempo de vida. Grávida, resolveu deixar seu filho nascer. E essa criança, mais tarde conhecida como João Paulo II, foi quem soube colocar as palavras mais nobres e pacíficas no coração das pessoas.
Por um momento, o aborto pode até parecer a solução para diversos problemas. Mas será que o remorso não virá logo à tona? Será que uma mulher teria sangue frio suficiente para esquecer tal episódio em sua vida? Ela teria audácia para engravidar novamente? Não é possível prever o estrago psicológico na vida da mulher. Depressão, sentimentos de culpa e de perda, abuso de substâncias tóxicas e até mesmo o suicídio são algumas conseqüências previsíveis.
O melhor que se tem a fazer, enfim, é pensar nas implicações antes que o indesejado aconteça. Por que não se prevenir e ser autoconsciente? Na contemporaneidade, dispomos de inúmeros métodos contraceptivos. Não é difícil ter controle da situação.
O aborto é contra os princípios éticos.
Se existe direito ao aborto, existe o real direito a matar qualquer um. A diferença será apenas a idade da vítima. A vida intra-uterina é apenas uma das etapas do desenvolvimento de um ser humano, assim como a infância ou a idade adulta.
Pedro Vaz Patto, membro da Comissão Nacional de Justiça e Paz, declara, em um de seus artigos, que “Negar a qualidade de pessoa a seres humanos na fase inicial de sua vida é tão inaceitável como negar essa qualidade a certas categorias de seres humanos (a escravatura ou o racismo)”.
O aborto é contra o direito à diferença.
Ter alguma deficiência também não é motivo para privar a vida do indivíduo. Todos têm direito a ela. Condições mais graves e complexas, como más formações cardíacas, já podem ser tratadas cirurgicamente, por vezes mesmo antes do nascimento.
O aborto destas crianças contribui para uma desvalorização e discriminação de pessoas com problemas sensoriais, motores e/ou cognitivos, que vivem vidas adaptadas e felizes, apesar das limitações.
Doente ou não, deficiente ou não, qualquer um tem o direito de lutar por sua vida, de defendê-la e tentar superar cada obstáculo encontrado, assim como as pessoas “normais”, que também têm suas dificuldades, o fazem.
Portanto, o aborto não condiz com as atitudes esperadas de um ser humano em sã consciência. Da mesma forma como matar e desrespeitar diferenças são atitudes erradas, o aborto também é. Espera-se que todos colaborem sendo a favor da vida. Quem sabe assim, será possível baixar o índice de abortos no mundo, estimado em 126.000 casos por dia, e poupar muitas vidas. Vidas que, assim como nós, seguirão seus rumos e poderão deixar suas marcas na sociedade.
O aborto é contra a vida.
Embora o nascituro esteja temporariamente dentro do corpo de sua mãe, ele não é parte deste corpo. Numa gestação temos duas vidas e dois corpos.
O Código Penal deixa claro no Parágrafo 4º que tirar a vida de outro ser humano é crime. E as penas para o aborto são citadas nos artigos de 123 a 128 deste mesmo Parágrafo. Ou seja, a lei vale para todas as idades. Será que uma mãe teria coragem de assassinar o filho já nascido, assim como poderia ter feito enquanto ele estava em seu ventre? A situação é a mesma. É um ser humano. É um filho.
Por que não deixar viver? Talvez seja exatamente essa criança que fará algo significativo um dia. Pode-se trazer como exemplo a decisão tomada por uma mulher tuberculosa, e que já havia tido quatro filhos com seu marido, um asmático. O primeiro nasceu cego, o segundo surdo, o terceiro faleceu e o quarto nasceu tuberculoso. Com todos esses fatores, muitas mães teriam abortado o quinto filho, mas ela não. E com isso surgiu Beethoven, um dos músicos mais brilhantes de todos os tempos. Do mesmo modo agiu outra mulher. Esta já havia tido muitos filhos, sendo que dois também haviam morrido, seu marido estava na guerra e a ela não restava muito tempo de vida. Grávida, resolveu deixar seu filho nascer. E essa criança, mais tarde conhecida como João Paulo II, foi quem soube colocar as palavras mais nobres e pacíficas no coração das pessoas.
Por um momento, o aborto pode até parecer a solução para diversos problemas. Mas será que o remorso não virá logo à tona? Será que uma mulher teria sangue frio suficiente para esquecer tal episódio em sua vida? Ela teria audácia para engravidar novamente? Não é possível prever o estrago psicológico na vida da mulher. Depressão, sentimentos de culpa e de perda, abuso de substâncias tóxicas e até mesmo o suicídio são algumas conseqüências previsíveis.
O melhor que se tem a fazer, enfim, é pensar nas implicações antes que o indesejado aconteça. Por que não se prevenir e ser autoconsciente? Na contemporaneidade, dispomos de inúmeros métodos contraceptivos. Não é difícil ter controle da situação.
O aborto é contra os princípios éticos.
Se existe direito ao aborto, existe o real direito a matar qualquer um. A diferença será apenas a idade da vítima. A vida intra-uterina é apenas uma das etapas do desenvolvimento de um ser humano, assim como a infância ou a idade adulta.
Pedro Vaz Patto, membro da Comissão Nacional de Justiça e Paz, declara, em um de seus artigos, que “Negar a qualidade de pessoa a seres humanos na fase inicial de sua vida é tão inaceitável como negar essa qualidade a certas categorias de seres humanos (a escravatura ou o racismo)”.
O aborto é contra o direito à diferença.
Ter alguma deficiência também não é motivo para privar a vida do indivíduo. Todos têm direito a ela. Condições mais graves e complexas, como más formações cardíacas, já podem ser tratadas cirurgicamente, por vezes mesmo antes do nascimento.
O aborto destas crianças contribui para uma desvalorização e discriminação de pessoas com problemas sensoriais, motores e/ou cognitivos, que vivem vidas adaptadas e felizes, apesar das limitações.
Doente ou não, deficiente ou não, qualquer um tem o direito de lutar por sua vida, de defendê-la e tentar superar cada obstáculo encontrado, assim como as pessoas “normais”, que também têm suas dificuldades, o fazem.
Portanto, o aborto não condiz com as atitudes esperadas de um ser humano em sã consciência. Da mesma forma como matar e desrespeitar diferenças são atitudes erradas, o aborto também é. Espera-se que todos colaborem sendo a favor da vida. Quem sabe assim, será possível baixar o índice de abortos no mundo, estimado em 126.000 casos por dia, e poupar muitas vidas. Vidas que, assim como nós, seguirão seus rumos e poderão deixar suas marcas na sociedade.
Ana Paula Zuccolotto, Thais G. e Renata Zanata
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