sábado, 3 de abril de 2010

Musicoterapia

A musicoterapia é um tratamento a base de música e seus elementos, como o som, melodia, ritmo e harmonia. Com auxílio de um profissional, ela tem a capacidade de ajudar pessoas com problemas mentais, físicos, psicológicos ou sociais a progredir, melhorando a qualidade de vida. Segundo o musicoterapeuta formado pela Faculdade de Artes do Paraná, Jesús Alberto Herrera, a música possui um grande potencial de ajudar o indivíduo a expressar o que sente ou pensa. Ele afirma que por meio do discurso verbal alguns conteúdos podem ser omitidos ou difíceis de declarar e geralmente a música sensibiliza as pessoas que espontaneamente revelam seus verdadeiros sentimentos com maior facilidade.

Conforme as necessidades dos pacientes, o profissional deve adequar as técnicas existentes. Pode-se trabalhar com a audição musical, a re-criação de músicas, a improvisação e a composição. Através desses métodos que permitem uma livre expressão é possível diminuir a ansiedade, conhecer-se melhor, estabelecer limites, controlar a impulsividade, ativar a memória, aumentar a concentração, elevar a autoestima, diminuir a percepção de dor e conquistar uma vida social de melhor qualidade.Chiara Lorenzzetti Herrera, musicoterapeuta, também formada pela Faculdade de Artes do Paraná, coloca que a escolha das músicas, canções e sonoridades dependem dos resultados almejados pelo profissional e do significado que elas trazem para o paciente. A identificação é importante porque possibilita o início de um canal de comunicação. Alberto Herrera coloca que para iniciar o tratamento é necessário pesquisar com os pacientes seu histórico musical perguntado os gostos relacionados a música. E a partir daí, perceber os sentimentos e necessidades da pessoa e trabalhar em cima disso.

De acordo com a musicoterapeuta, o tratamento é indicado para qualquer pessoa que queira ou precise melhorar um aspecto emocional ou funcional e que esteja disposto a se conhecer melhor. A professora de farmacologia Daniela Martí Barros coloca que podem ser obtidos resultados através da música, porque, em nível cerebral, a audição e produção musical atingem principalmente as áreas que pertencem ao hipocampo, córtex entorrinal, e outras estruturas corticais. Essas regiões trabalham com memórias declarativas, que são influenciadas pelo estresse, humor e motivação, que por conseqüência evocam memórias e estimulam atenção e percepção, ativando ainda outras áreas do cérebro.

Chiara menciona que o processo terapêutico exerce influência em qualquer etapa vital, até mesmo na vida intra-uterina. A partir da 21ª semana de vida a estrutura fisiológica do ser humano está preparada para perceber as sonoridades. Nesta fase, a memória sonora é bastante rica, gravando inclusive sons negativos, como gritos e ruídos estridentes. Durante esta fase, com a utilização da musicoterapia, a mãe adquire benefícios, como relaxamento, diminuição dos batimentos cardíacos e do ritmo respiratório, o que consequentemente exerce influência no bebê. Ele tem como referência os sons corporais da mãe. O canto materno nesta etapa também ajuda na formação do vínculo mãe-bebê com qualidade. É importante ter uma relação saudável entre pais e filhos, pois é a principal fase para prevenir a saúde mental do ser humano.

O atendimento pode ser feito em grupo ou individual e pode ocorrer em diversos ambientes tais como hospitais, Serviço de Saúde Mental e Saúde Pública, escolas regulares e especiais, lares de idosos, centros de saúde mental e clínicas de recuperação em dependência química entre outros.

Muitas pessoas ainda desconhecem a musicoterapia. Ela é uma área em desenvolvimento. Na região sul, há somente dois cursos universitários: um em São Leopoldo, na Escola Superior de Teologia, e outro em Curitiba, na Faculdade de Artes do Paraná.

Aqui em Caxias do Sul, a maioria dos atendimentos é realizada nos serviços de saúde mental na rede pública. Mais informações: (54) 91032359 / 91031901

Algumas de minhas pinturas















Essas são algumas pinturas que faço. São telas pintadas com tinta acrílica.
Aceito encomendas. (zaninhaz@yahoo.com.br)

Não é manha, é dor!!

Durante o período da infância até a adolescência é comum haver queixas de dores. E nessa hora os pais devem ficar alerta. Muitos pensam ser manha dos filhos, mas na verdade pode ser a dor do crescimento.

A dor do crescimento é considerada uma doença benigna que atinge crianças e jovens de 3 a 15 anos. Após essa fase de desenvolvimento, ela termina e não deixa nenhuma sequela. Conforme a pediatra Márcia Ramos, as dores são intensas e bilaterais, podem ser diárias ou esporádicas e ocorrem principalmente no final da tarde e à noite. Elas aparecem com mais frequência nos membros inferiores, ou seja, coxas, tornozelos, pernas e pés, que sustentam o peso corporal, caminhadas e corridas. “Em alguns casos, a dor surge nos pés, porém a parte anterior das pernas e panturrilhas são os principais alvos”, coloca Márcia.

Conforme a pediatra, a incidência dos desconfortos em meninos e meninas é a mesma, girando em torno de 13%. Porém, não há pesquisas que mostrem o porquê de algumas crianças sentirem as dores do crescimento e outras não, assim como também ainda não há um consenso sobre as causas delas. Contudo, Márcia salienta que a possibilidade mais aceita pelos especialistas é de que a dor é a consequência de um desequilíbrio entre o desenvolvimento dos ossos, tendões e músculos.

Muitos pais ficam com medo de deixar os filhos que possuem as dores praticar exercícios. Mas a pediatra explica que como a dor do crescimento ocorre em um período do dia e não causa inchaço, vermelhidão e limitação de movimentos, não há contra-indicação em fazer atividade física, porém ela deve ser orientada e sem sobrecarga. A médica ressalta que o exercício físico exagerado pode estar relacionado com uma maior incidência deste tipo de dor, o que reforça a teoria de que sua origem possa ser muscular.

Márcia coloca que para amenizar a dor do crescimento é recomendado o uso de bolsas de água quente, massagens e analgésicos no momento do incômodo. Mas ela coloca que, é importante procurar auxílio médico sempre que houver algum caso da doença. Como o tratamento é puramente sintomático, é o profissional que tem capacidade de realizar um exame clínico adequado para descartar a possibilidade de se tratar de outras enfermidades, tais como as doenças da cartilagem, lombociatalgias, doenças neurológicas e emocionais. “É importante a valorização da dor que a criança refere e do diagnóstico diferencial com outras patologias, para que se estabeleça o tratamento adequado” finaliza a pediatra. Mais informações: 3028.9280

Reflexologia Podal

A reflexologia é uma técnica de Massagem Terapêutica milenar que surgiu no oriente e sua aplicação é feita a partir de pressões em pontos específicos dos pés. A massoterapeuta aperfeiçoada em reflexologia podal Keli Steffler conta que há um mapeamento dos pés que demonstram os locais específicos correspondentes a cada órgão do corpo humano. Ao pressioná-los, há um incentivo do poder curativo e preventivo da região a qual se relaciona, estimulando áreas pouco ativas e acalmando as hiperativas.

Keli conta que segundo as teorias orientais a respeito de saúde e doença, o nosso corpo adoece porque há um desequilíbrio no fluxo de energia do organismo. E partindo disso, a terapia tenta restabelecê-lo. O estudo afirma que há um elo de energia entre certas áreas do corpo permitindo que uma afete a outra da mesma zona. A massoterapeuta exemplifica: “pressionando a região que faz referência ao ouvido pode-se obter efeito anestésico no próprio ouvido.” Sendo assim, por meio do mapeamento dos pontos reflexos há a possibilidade promover a cura de um órgão do nosso corpo, sem tocá-lo, apenas com a manipulação em um ponto específico do pé.

Conforme Keli, a reflexologia podal traz diversos benefícios, entre eles o relaxamento, o bem estar geral e o reequilíbrio energético que a técnica proporciona. O tratamento é bastante indicado para o alívio do estresse, cefaléias, prisão de ventre, ansiedade e dores em geral. Contudo, a profissional ressalta que a reflexologia não deve substituir o tratamento médico, mas sim servir como complemento desde que não haja nenhuma contraindicação, como para os casos de trombose, câncer, febre ou diabetes, por exemplo. Ela explica os motivos. Como a reflexologia estimula a circulação sanguínea ela pode deslocar o trombo, ou para pacientes com câncer, provocar disseminação de metástases, as células cancerosas que se despendem do tumor. Para os diabéticos, que possuem uma sensibilidade tátil não é recomendável porque se houver uma pressão exagerada pode surgir um hematoma e demorar a cicatrizar. E à febre também é contra-indicada a qualquer técnica de massagem, pois significa que algum processo infeccioso no organismo e nesse caso o paciente deve receber tratamento médico. “O excesso de estímulos pode prejudicar o paciente”, afirma.

Existem várias partes do nosso corpo onde é possível realizar um mapeamento de todos os órgãos como se fosse um “mini-organismo”, destaca Keli. Elas são as orelhas a
través da auriculoterapia, os olhos por meio da iridologia, e as mãos e os pés que estão relacionados com a reflexologia. Porém a massoterapeuta menciona que é preferencial o tratamento através dos pés porque além de apresentar formas mais semelhante às do nosso corpo, facilitando a manipulação dos pontos, eles suportam o peso do corpo durante todo o dia, que somado ao uso de sapatos não adequados também fazem com que haja uma tensão e uma sensibilidade maior. Ao realizar a reflexologia no local, há uma resposta mais rápida do que se fosse feita nas mãos, que são estimuladas várias vezes durante o dia ao tocar e manipular objetos.

A proficional ressalta a diferença entre uma massagem comum e a reflexologia podal. A primeira trabalha em cima do
relaxamento muscular, retorno venoso e linfático, já a reflexologia realizada nos pés, nos pontos reflexos existentes, estimulam o potencial de cura do organismo.

Segundo a especialista, uma consulta dura cerca de 60 minutos. Ela conta que no primeiro momento
é realizada uma avaliação com o paciente para se ter conhecimento de seu estado de saúde e, assim, programar o tratamento correto, identificando os pontos que devem ser tratados. Logo após, os pés são higienizados para que o paciente se sinta mais confortável e então o terapeuta trabalha alguma técnica de relaxamento que pode ser um escalda pés, ou uma massagem facial. Só depois, o paciente receberá a massagem com o tratamento dos pontos reflexos. “Vale lembrar que a Reflexologia Podal não é só a manipulação dos pontos dos pés, mas o atendimento como um todo” afirma. Mais informações: (51) 98512631




terça-feira, 7 de abril de 2009

Análise do Desenvolvimento Histórico da Internet

O autor do livro (Economia Política da Internet) e em específico no capítulo 3 (Para uma análise do desenvolvimento histórico da internet) logo no principio do conteúdo declara que a Internet foi criada com uma ideologia de obter lucros com o passar do tempo, após o desenvolvimento do sistema. No principio a Internet servia como um instrumento tecnológico a serviço da defesa de um determinado sistema político e econômico, no caso sistemas dos Estados Unidos. Neste início da rede os “usuários sofisticados” defendiam atividades não mercantis dentro da rede. Porém a entrada de interesses comerciais na Internet no início dos anos 90 atraiu outros tipos de usuários diferentes daqueles primários.
No texto encontramos o relato de como foi o desenvolvimento da rede (ARPA) Agência de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que começou a operar em 1969, e nessa época tinha o objetivo de se expandir gradualmente e era sustentada com recursos públicos. Nesta fase de criação ou fase experimental da rede são desenvolvidas importantes tecnologias. A Arpanet nasceu em ambiente acadêmico e institucional e os produtos desenvolvidos nesta época tinham caráter de uso totalmente gratuito, com raras cobranças e de valor simbólico.
Em 1979 nascem os grupos de discussão online sobre computadores na rede Usenet criada por universitários norte americanos, não participantes da Arpanet e que foi distribuída também gratuitamente aos seus usuários. Neste período experimental não se pode falar de uma economia da internet. Nesta fase da rede o que impera é o experimentalismo, criação de linguagem e dispositivos do meio.

Nos anos 80 as inovações tecnológicas são de expansão da rede para outros países e encontrar as primeiras aplicações comerciais para ela. Em meio há uma série de acontecimentos em 1989, TIM Berners-Lee começou a desenvolver o projeto World Wide Web que facilitaria a troca de informações e o envio dos mais variados tipos de arquivo, e que viria a ser lançado em 1990. Quando a Internet passa a ser chamada assim a Arpanet deixa de existir. A criação e o registro do sistema de domínios foi determinante para a principal maneira de exploração econômica da Internet no início e meados dos anos 90.
Enquanto a Arpanet se desenvolveu com direito público a Internet se consolida como uma rede com capacidade de se autofinanciar. Embora isto só venha a se confirmar na segunda metade dos anos 90. Na década de 90 que a rede testemunha a expansão mundial, em 1998 já são mais de 30 milhões de usuários. Na segunda metade da década de 90 a rede ganha, a configuração que assume atualmente. A Internet que nasceu como uma rede de proteção estratégica do sistema, agora é uma ferramenta integrada a ele na forma que passa a constituir o mais novo e promissor mercado do planeta. De todas as aplicações da rede as mais evidentes hoje são o comércio eletrônico (e-commerce) e os negócios em rede (e-business).
No ano 2000 houve uma euforia da rede mundial devido aos valores movimentados e o momento comercial que vivia a Internet, no entanto na sequência veio o grande Boom da rede que começou a enfrentar uma crise gigantesca. A partir daí houve uma queda nos investimentos nas empresas “pontocom” o que resultou em menores investimentos e inúmeras demissões. No ano de 2000 começou uma reestruturação do setor que deve continuar por um bom tempo.
A partir de então, tem início a era das alianças e fusões estratégias entre os “grandes da rede”. É dada ênfase ao fator do conteúdo audiovisual, os internautas passam a desempenhar o papel desejado pela indústria, acessando diariamente a rede em busca de informações num meio onde a programação de conteúdo e a propaganda não possuem limites definidos. Os portais de acesso passam a constituir-se em canais de rede, e assim, como os canais de televisão, adotam-se sistemas de assinatura de serviço de acesso para garantir fidelidade.
Nos anos 90 surgem os primeiros serviços de provimento gratuito de acesso à rede, e logo, adotam-se novas tecnologias de acesso em alta velocidade, o que criou um ambiente propício ao desenvolvimento do e-commerce, e gerou uma série de investimentos em infra-estrutura de rede. A publicidade online começa a ganhar peso, juntamente à publicidade offline. O desenvolvimento econômico da rede refletiu no fortalecimento de algumas empresas típicas de internet durante a década de 90, foi o caso dos portais de conteúdo, busca ou acesso à internet (América On-Line – AOL, Yahoo!, Microsoft), sites de comércio eletrônico (Amazon.com, Barnes&Noble, CDNow, eBay), ou outros portais com ou sem fins lucrativos, como jogos e fóruns online. Tempos depois a AT&T , Dell Computer, Excite e SBC Communications unem-se para oferecer acesso de alta velocidade, utilizando a tecnologia ADSL (Asymetric Digital Subscriber Line).
A internet brasileira ainda enfrentou alguns problemas que implicaram no seu crescimento, tais como poder aquisitivo da população, deficiências do sistema de telefonia fixa e nível cultural da população. No início de 2000, houve alguns confrontos visíveis entre StarMedia e UOL, evidenciados em campanhas publicitárias. Mais tarde a chegada da iG, reacendeu a guerra. De outro lado, concretizou-se a fusão da AOL com a Time-Warner, a maior companhia de informação do mundo com a maior empresa de internet do planeta. Outras fusões como esta vieram a se consolidar na mesma época. Entretanto, como diz Bolaños, a fusão AOL/Time Warner é emblemática, pelo que apresenta de paradigmático no que diz respeito ao futuro das grandes companhias de mídia e dos grandes provedores e portais da internet. Logo, vem à tona a crise da internet, no Brasil, apenas o pioneiro iG se sustentou entre os provedores surgidos entre 1999 e 2000, o qual assinara um contrato com a Telemar em 2001, que veio a gerar disputa com a própria ABRANET e um reposicionamento das companhias telefônicas, reacendendo a criação de provedor de acesso gratuito, assim, o usuário poderia optar pelo provedor do mesmo modo que opta por uma companhia telefônica para realizar uma ligação interurbana. O quadro do início dos anos 2000, indicava que as promessas de inclusão por meio do acesso gratuito não se cumpririam, e que o mercado passaria por um novo processo de concentração.

Ana Paula Zuccolotto, Fernanda Fruett, Júlio Cesar Souza e Sabrina Rizzi

A Arte Rupestre no Brasil

A arte rupestre do Brasil nos ajuda a imaginar como viviam os primeiros habitantes do país, os índios. Através dos registros encontrados é possível ter idéia sobre suas ações, seus ritos, caçadas, lutas e os animais que existiam por perto. Entre essas e outras inúmeras cenas encontradas, estudos chamam atenção para pinturas que podem representar até um pequeno conhecimento astrônomo.
Alguns consideram as imagens rabiscos ou apenas representação do ócio indígena, mas por outro lado, a maioria dos estudiosos as consideram transmissoras de muitos significados. Há até pesquisadores que duvidam que certos grafismos sejam de origem indígena por apresentarem sofisticação e precisão que só poderiam ser de civilizações mais avançadas como gregos, vikings e fenícios que teriam passado pelo território.
A região onde há mais registros de arte rupestre no Brasil é a Nordeste, no estado do Piauí. Conforme o livro A Arte rupestre no Brasil, lá, uma equipe estuda o caso de se ter encontrado pinturas que existiriam a cerca de 26 mil anos. É claro que isso causa muita polêmica, pois se acredita que a chegada do homem às Américas tenha acontecido por volta de 18 e 13 mil anos atrás. Em contrapartida o site Liceu Artes Plásticas no Brasil, as obras mais antigas encontradas também foram no Piauí, mas datam suas existências entre 5000 e 1100 a.C. Portanto, a informação de quando começou o processo dessas decorações não é precisa, mas com certeza a partir de 12.000 A.P (antes do presente. Refere-se aos anos anteriores a 1950) já havia iniciado a ocupação do território e dado início a prática.
Por haver uma grande dispersão das obras, cada região do país possui características diferentes. André Prous, arqueólogo citado no livro A Arte Rupestre no Brasil, estabelece oito diferentes tradições para o território brasileiro. Elas são: Meridional, Litorânea Catarinense, Geométrica, Planalto, Nordeste, Agreste, São Francisco e Amazônia. No mapa abaixo, é possível visualizar a localização.



  • Meridional: Localizada no Sul do Brasil normalmente em blocos isolados, abrigos e grutas, as gravuras são produzidas no arenito através das técnicas de incisão, polimento e picoteamento. As imagens não possuem sulcos maiores de um centímetro e algumas delas possuem pigmentos preto, marrom, branco e roxo. Traços retos paralelos ou cruzados com alguns curvos; ou uma série de círculos que parecem formar pegadas de felídeos são os dois estilos encontrados na região.



  • Litorânea Catarinense: São encontradas em ilhas chegam a até quinze quilômetros da costa. As ilhas com grafismo estão situadas a cerca de vinte a vinte e cinco quilômetros uma da outra, sendo assim vistas como importantes pontos marítimos para o grupo que o fez. Desenhadas no granito e através da técnica de polimento as obras possuem sulcos de até quatro centímetros de largura. Desenhos geométricos e de formas humanas também geométricas são os estilos encontrados.


  • Geométricas: A localização dessas obras atravessa o planalto de Sul a Nordeste. Por abranger uma grande área elas foram subdivididas em setentrional e meridional conforme André Prous e cada uma delas tem suas características. As setentrionais estão próximas a rios e cachoeiras e a maioria foi feita com a técnica de polimento. Nas gravuras, são encontradas representações biomorfas que lembram sáurios ou homens. Já, as meridionais não se localizam próximas à água e algumas delas possuem pigmentação.

  • Planalto: Essa tradição vai do Paraná até a Bahia, mas está mais focada no estado de Minas Gerais. As pinturas, na maioria das vezes, são encontradas em vermelho e raramente em amarelo preta e branca. Aparecem muitos animais como peixes, pássaros tamanduás e algumas formas geométricas. (Santana do riacho MG)



  • Nordeste: São pinturas e gravuras que representam pessoas e animais e algumas figuras geométricas. São encontradas no Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, parte da Bahia e norte de Minas Gerais. Essas obras mostram cenas de caça, dança, guerra, sexo e ritos entre outras.


  • Agreste: Tradição localizada nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e Pernambuco, que traz como características de suas obras figuras humanas que lembram espantalhos, geométricas e biomorfas. Pode ser considerada uma mistura das tradições Nordeste com a de São Francisco.


  • São Francisco: Encontrado em Minas Gerais, Bahia Sergipe, Goiás e Mato Grosso o grafismo desta região possui formas geométricas, formas humanas e de animais como cobras, sáurios e peixes. Não existem representações de cenas e normalmente esses registros são encontrados em apenas duas cores (preta e branco) e em determinados lugares a técnica de picotemento foi utilizada.

  • Amazônia: Essa tradição é caracterizada pela sua riqueza de detalhes e simetria, mas foi a tradição menos estudada até agora. Além de figuras humanas que é a principal temática, há gravações curvilineares e figuras geométricas.


Também segundo o livro A Arte Rupestre no Brasil, até 1992 tinham sido descobertos 364 sítios com pinturas ou gravuras rupestres e foram cadastradas cerca de 40 mil figuras.
É uma pena que no Brasil essa arte não recebe os cuidados merecidos. Pois tanto a depredação de turistas como queimadas e ação de vândalos são grandes ameaças a ela.

Referências:

MADU, G.Leitura Rupestre no Brasil.Rio de Janeiro:j.z.e,2003
http://www.espacoacademico.com.br/041/41cjustamand.htm
www.infoescola.com
www.ab-arterupestre.org.br
http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendaarterupestre.htm
http://liceuartesplticasnobrasil.blogspot.com/2008/09/blog-em-construo-aguarde.html


Ana Paula Zuccolotto

Crônica

Querer é Poder
Aceitar ou não aceitar? Eu não sabia o que seria melhor para mim. Eu, bailarina clássica desde criança, já tinha experiência suficiente para saber que seria muito arriscado começar a ensaiar um dos solos considerados mais difíceis no mundo da dança apenas três semanas antes do concurso mais esperado. Era o Bento-em-Dança, que envolve os países do Mercosul.
Uma coreografia para ser bem executada necessita de pelo menos um ano de ensaio diário. Seria querer o impossível topar o desafio. Eram apenas três semanas. As pessoas recomendavam que eu não fosse, diziam que seria arriscar demais e aconselhavam que eu tentasse para o próximo ano. Mas em contrapartida, minha ensaiadora acreditava em mim e tentava me convencer. Dizia que eu tinha capacidade para fazer uma boa apresentação. Talvez não alcançasse o primeiro nem o segundo lugar na colocação, mas treinando poderia chegar ao terceiro.
“Tudo bem. Vou tentar!” Foram três semanas de muito esforço, suor, dores, bolhas de sangue e até distensões, mas eu estava determinada. Agüentei tudo. Era difícil, foi sofrido. Treinar, treinar e treinar. Não havia mais tempo para desistir. “Aconteça o que tiver que acontecer”.
A noite chegou, estava ansiosa. Já atrás do palco, aguardava a finalização da coreografia de uma das minhas concorrentes para que me anunciassem e pudesse dançar.
Não era mais hora de pensar nas dores e bolhas. Só fechei os olhos, pus as mãos no coque, onde havia escondido um tercinho, e pedi a Deus que me guiasse e que meu esforço pudesse ser recompensado. “Chegou a hora!” “Esse é o meu momento.” “ uma única chance.”
Dois minutos se passaram e senti como se tivesse recebido o maior presente do mundo, a gratificação de ter conseguido. Foi perfeito. Superei todos os ensaios. Tudo saiu da melhor forma. Os aplausos e elogios me emocionavam. E como conseqüência de tudo, conquistei o prêmio de melhor bailarina do evento! Que sonho estava vivendo! Não podia acreditar, ninguém conseguia acreditar. Eu transformei algo impossível em possível. Que alegria, que emoção, que presente! “É, valeu a pena”.
A partir daí, comecei a ver tudo de forma diferente. Além do prêmio adquiri algo muito mais importante, uma lição que pretendo levar para sempre: por mais que um sonho pareça distante, ele não é impossível. E a maneira de alcançá-lo é apenas querer.
Ana Paula Zuccolotto