Conforme as necessidades dos pacientes, o profissional deve adequar as técnicas existentes. Pode-se trabalhar com a audição musical, a re-criação de músicas, a improvisação e a composição. Através desses métodos que permitem uma livre expressão é possível diminuir a ansiedade, conhecer-se melhor, estabelecer limites, controlar a impulsividade, ativar a memória, aumentar a concentração, elevar a autoestima, diminuir a percepção de dor e conquistar uma vida social de melhor qualidade.Chiara Lorenzzetti Herrera, musicoterapeuta, também formada pela Faculdade de Artes do Paraná, coloca que a escolha das músicas, canções e sonoridades dependem dos resultados almejados pelo profissional e do significado que elas trazem para o paciente. A identificação é importante porque possibilita o início de um canal de comunicação. Alberto Herrera coloca que para iniciar o tratamento é necessário pesquisar com os pacientes seu histórico musical perguntado os gostos relacionados a música. E a partir daí, perceber os sentimentos e necessidades da pessoa e trabalhar em cima disso.
De acordo com a musicoterapeuta, o tratamento é indicado para qualquer pessoa que queira ou precise melhorar um aspecto emocional ou funcional e que esteja disposto a se conhecer melhor. A professora de farmacologia Daniela Martí Barros coloca que podem ser obtidos resultados através da música, porque, em nível cerebral, a audição e produção musical atingem principalmente as áreas que pertencem ao hipocampo, córtex entorrinal, e outras estruturas corticais. Essas regiões trabalham com memórias declarativas, que são influenciadas pelo estresse, humor e motivação, que por conseqüência evocam memórias e estimulam atenção e percepção, ativando ainda outras áreas do cérebro.
Chiara menciona que o processo terapêutico exerce influência em qualquer etapa vital, até mesmo na vida intra-uterina. A partir da 21ª semana de vida a estrutura fisiológica do ser humano está preparada para perceber as sonoridades. Nesta fase, a memória sonora é bastante rica, gravando inclusive sons negativos, como gritos e ruídos estridentes. Durante esta fase, com a utilização da musicoterapia, a mãe adquire benefícios, como relaxamento, diminuição dos batimentos cardíacos e do ritmo respiratório, o que consequentemente exerce influência no bebê. Ele tem como referência os sons corporais da mãe. O canto materno nesta etapa também ajuda na formação do vínculo mãe-bebê com qualidade. É importante ter uma relação saudável entre pais e filhos, pois é a principal fase para prevenir a saúde mental do ser humano.
O atendimento pode ser feito em grupo ou individual e pode ocorrer em diversos ambientes tais como hospitais, Serviço de Saúde Mental e Saúde Pública, escolas regulares e especiais, lares de idosos, centros de saúde mental e clínicas de recuperação em dependência química entre outros.
Muitas pessoas ainda desconhecem a musicoterapia. Ela é uma área
Aqui em Caxias do Sul, a maioria dos atendimentos é realizada nos serviços de saúde mental na rede pública. Mais informações: (54) 91032359 / 91031901
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