sábado, 3 de abril de 2010

Não é manha, é dor!!

Durante o período da infância até a adolescência é comum haver queixas de dores. E nessa hora os pais devem ficar alerta. Muitos pensam ser manha dos filhos, mas na verdade pode ser a dor do crescimento.

A dor do crescimento é considerada uma doença benigna que atinge crianças e jovens de 3 a 15 anos. Após essa fase de desenvolvimento, ela termina e não deixa nenhuma sequela. Conforme a pediatra Márcia Ramos, as dores são intensas e bilaterais, podem ser diárias ou esporádicas e ocorrem principalmente no final da tarde e à noite. Elas aparecem com mais frequência nos membros inferiores, ou seja, coxas, tornozelos, pernas e pés, que sustentam o peso corporal, caminhadas e corridas. “Em alguns casos, a dor surge nos pés, porém a parte anterior das pernas e panturrilhas são os principais alvos”, coloca Márcia.

Conforme a pediatra, a incidência dos desconfortos em meninos e meninas é a mesma, girando em torno de 13%. Porém, não há pesquisas que mostrem o porquê de algumas crianças sentirem as dores do crescimento e outras não, assim como também ainda não há um consenso sobre as causas delas. Contudo, Márcia salienta que a possibilidade mais aceita pelos especialistas é de que a dor é a consequência de um desequilíbrio entre o desenvolvimento dos ossos, tendões e músculos.

Muitos pais ficam com medo de deixar os filhos que possuem as dores praticar exercícios. Mas a pediatra explica que como a dor do crescimento ocorre em um período do dia e não causa inchaço, vermelhidão e limitação de movimentos, não há contra-indicação em fazer atividade física, porém ela deve ser orientada e sem sobrecarga. A médica ressalta que o exercício físico exagerado pode estar relacionado com uma maior incidência deste tipo de dor, o que reforça a teoria de que sua origem possa ser muscular.

Márcia coloca que para amenizar a dor do crescimento é recomendado o uso de bolsas de água quente, massagens e analgésicos no momento do incômodo. Mas ela coloca que, é importante procurar auxílio médico sempre que houver algum caso da doença. Como o tratamento é puramente sintomático, é o profissional que tem capacidade de realizar um exame clínico adequado para descartar a possibilidade de se tratar de outras enfermidades, tais como as doenças da cartilagem, lombociatalgias, doenças neurológicas e emocionais. “É importante a valorização da dor que a criança refere e do diagnóstico diferencial com outras patologias, para que se estabeleça o tratamento adequado” finaliza a pediatra. Mais informações: 3028.9280

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